Tratamento da Endometriose – Patrick Bellelis – Endometriose — Conhecendo a Doença

Endometriose — Conhecendo a Doença

Informações

Definição

Esta doença é definida como a implantação de estroma e/ou epitélio glandular endometrial em localização extrauterina, podendo comprometer diversos locais, entre eles ovários, peritônio, ligamentos uterossacros, região retrocervical, septo retovaginal, retossigmoide, íleo terminal, apêndice, bexiga e ureteres.

Causas

Apesar de ser uma das doenças mais estudadas em ginecologia, alguns aspectos continuam sendo alvo de pesquisa, destacando-se a busca pela sua etiopatogenia. Muitos estudos têm sido realizados na tentativa de  se identificar alterações imunológicas, genéticas ou mesmo, as respostas à contaminantes ambientais que podem estar presentes em pacientes com endometriose. Desta forma, seria possível chegar a uma explicação do  porquê que somente em algumas mulheres, as células endometriais que adentram à cavidade peritoneal, na menstruação retrograda, não são eliminadas.

Metaplasia Celômica

A teoria da metaplasia celômica sustenta que a formação de endometrioma no ovário ou que endometriose pélvica são causadas por transformação (metaplasia) de tecido peritoneal (celômico), semelhante ao tecido endometrial, provavelmente induzida por factores ambientais . Entre os fatores que apóiam a sua existência é a possibilidade de desenvolvimento de endometriose em homens submetidos à terapia com estrogênio para câncer de próstata e, em casos de agenesia Mülleriana associada à endometriose. Esta teoria poderia explicar por que muitas mulheres têm menstruação retrógrada, mas apenas uma pequena percentagem desenvolvem endometriose ou mesmo da presença da doença na ausência de menstruação.

Menstruação Retrógrada

A menstruação retrógrada é uma das teorias mais aceitas que explica o aparecimento da endometriose. A menstruação retrógrada acontece em aproximadamente 90% das mulheres. Nela, o sangue menstrual, além de sair do útero pela vagina também segue em direção às trompas de Falópio e cavidade pélvica, levando células do endométrio. Estas, quando atingem outros órgãos como ovários, intestino ou bexiga podem aderir às suas paredes e causar endometriose.

O maior questionamento é justamente porque somente algumas mulheres desenvolvem a doença, sendo que a maioria das mulheres saudáveis também possuem a menstruação retrógrada. Desta forma, acredita-se que ela somente poderia ocorrer em associação com fatores imunológicos, genéticos ou ambientais.

Teoria Imunológica

Como dito anteriormente, esta teoria seria complementar à menstruação retrógrada. As células que caem na cavidade abdominal deveriam ser identificadas como antígenos e serem submetidas à resposta imune local, para serem eliminadas de lá.

Isto é o que ocorre na maioria das mulheres. No entanto, nas mulheres com endometriose, esta “limpeza”não ocorreria e permitiria o desenvolvimento da endometriose.

Teoria Genética

Muitos estudos têm encontrado alterações em cromossomos e polimorfismos genéticos em mulheres com endometriose.

Tais alterações podem ser muito úteis na compreensão do surgimento da doença, como para o desenvolvimento de novas terapias.

Fatores Ambientais

Dos possíveis fatores desencadeadores da endometriose, estão alguns fatores ambientais. É sabido que a poluição pode desencadear inúmeras doenças, principalmente, as respiratórias. No entanto, cada vez mais tem se observado, que os referidos poluentes podem causar outras doenças ou ainda, funcionarem como fatores concausais.

Muitos destes poluentes ambientais são persistentes, com meias-vidas longas, podendo se acumular no meio ambiente e influenciar negativamente desde o processo gestacional até a vida adulta. Uma análise do Environmental Working Group revelou a presença de 287 agentes químicos diferentes no cordão umbilical humano encontrou que, apesar de nem todas as crianças terem sido expostas a todos os poluentes detectados, nenhuma criança não foi exposta a nenhum poluente.

Tipos

  • Superficial:

As lesões de endometriose se apresentam de forma superficial, acometendo o peritônio (tecido que reveste a cavidade peritoneal, servindo como uma membrana recobrindo as paredes da cavidade e os órgãos).

São lesões pequenas, menores que 5mm, no entanto, podem ser a causa de dores de forte intensidade.

Podem ser brancas, negras ou avermelhadas.

  • Ovariana:

Podem acometer superficialmente os ovários, todavia, o mais comum, é a apresentação na forma de cistos. São chamados de endometriomas e, em seu interior, encontra-se um líquido espesso com aspecto de chocolate.

  • Profunda:

São lesões com mais de 5mm de profundidade e podem acometer diversos órgãos da cavidade abdominal e pélvica. É considerada a forma mais grave da doença e a que causa maior sintomatologia.

Pode acometer ligamentos de sustentação uterina (ligamentos uterossacros), vagina, intestino, bexiga e ureteres.

Uma forma grave de apresentação desta doença é quando acomete nervos ou mesmo suas Raízes, causando grande complicação no diagnóstico e tratamento da doença.

Próximos Passos do Tratamento da Endometriose

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